Eu precisava era de um abraço, daqueles que dizem secretamente "vai, vai mesmo que eu tô aqui segurando tua mão, e mesmo que você caia e se estabaque no chão duro eu vou estar aqui pra te apoiar, e o que é a vida de bailarina se não houver queda, não é verdade?"
Era bem disso mesmo que eu precisava. Porque voltar, companheiro, acho que voltar deve ser bem pior do que partir. Voltar não tem promessa de nada. Quem volta, volta por sua conta e risco. Volta pro passado. Volta do avesso – viveu tanta coisa, tanta coisa mudou, desapareceu, reapareceu, foi construída. E a pessoa a querer voltar.
Aliás, isso me faz lembrar quando voltei de Angola, achando que tava abafando, fazendo a coisa certa, que a minha vida aqui ia estar inteira, ia estar normal, ia ter continuado comum. Que bonitinha, tão naïve.
O caso não é mais esse; naïve definitivamente não é mais qualidade minha. E eu não tenho dúvida de que quero voltar. Não tenho certeza, também, mas isso é outra história.
A grande questão aqui é mesmo o abraço. Porque se ele viesse seria tão mais fácil pular.
4 comments:
Se um abraço meu for suficiente para você pular, eu te dou. Quer?
SIIIIIIM!
quer dizer, mais um, né? =)
Ainda dá tempo de dar um abraço?
Ou de transmiti-lo pela internet?
dá sim! um e-mail sobre cervejas e despedidas há de chegar em breve... =)
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